Plenária delibera intensificação da mobilização pela liberdade de Lula

Em plenária realizada nesta sexta-feira (16), dirigentes CUTistas deliberaram uma série de ações para intensificação das mobilizações pela liberdade do presidente Lula, preso injustamente em Curitiba há mais de um ano.

Como parte desse trabalho, uma nova plenária está marcada para a próxima sexta (23), às 19h, no auditório do Sindicato do Professores (Sinpro). Organizado pelo Comitê Lula Livre no DF, pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e pela CUT, o encontro deve avançar ainda mais nas organizações em torno do tema.

“A pauta Lula Livre deve estar em todas as nossas discussões, pois não há democracia sem a liberdade de Lula. E, sem democracia, estaremos sujeitos a essa intensiva retirada de direitos que estamos vivendo. Lula Livre, por nenhum direito a menos”, disse Cilída Souza do Comitê Lula Livre.

O Comitê Lula Livre, formado por diversos movimentos, tem sido agente importante na luta em defesa da liberdade de Lula. Desde sua prisão, em abril de 2018, todas as quartas, o grupo realiza um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para mostrar a injustiça por trás da decisão.

Deliberações

A plenária deliberou ainda que cada sindicato deverá indicar um dirigente sindical que ficará responsável pelas atividades relacionadas à pauta Lula Livre. Dentre as suas responsabilidades, está a intensificação da coleta de assinaturas do abaixo-assinado pela liberdade de Lula, bem como mobilizar os companheiros a participarem das atividades convocadas pelo Comitê, a exemplo das reuniões que acontecem, todas as quarta-feira, a partir das 15h, na CUT.

As deliberações envolvem também atividades relacionadas ao campo da comunicação, tendo em vista que há um intenso massacre midiático contra Lula. Para isso, a plenária destacou a necessidade de os meios de comunicação sindicais − sites, redes sociais, jornais, folhetos e outros − relacionarem em suas publicações a perda de direitos históricos com a prisão de Lula. Além disso, os sindicatos deverão fazer atividades de formação voltadas para os dirigentes sindicais, explicando a melhor forma de fazer a defesa do presidente Lula.

“De todos os símbolos que representa Lula, o mais forte, com certeza, é o movimento sindical. Não pelo Lula como pessoa física, mas pelo significado político que ele tem”, explica o ex-ministro do governo Lula Ricardo Berzoini.

(Direita para esquerda) Ex-ministro Ricardo Berzoini e o secretário-geral da CUT Brasília , Rodrigo Rodrigues

Berzoini explica ainda que o movimento sindical enfrenta, hoje, um momento bastante complexo. Desde o golpe de 2016, que tirou a presidenta Dilma do poder, deu-se início a um período de grandes ataques ao conjunto da classe trabalhadora. Paralelo retirada de direitos sem precedentes, o governo não tem medido esforços para enfraquecer as organizações. Dessa forma, o trabalhador fica no limbo, sem quem possa representá-lo e defendê-lo.

“Acredito que faz-se necessário começarmos um processo de mobilização a partir do Lula Livre, que é uma pauta que nos unifica enquanto movimento sindical. Por isso, é fundamental que os dirigentes que estão aqui se mobilizem e levem essa mensagem para as outras entidades. Precisamos alcançar o maior número de pessoas possível e construir um grande movimento unitário”, finalizou.

Fonte: CUT Brasília

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