As ligações perigosas do governador ostentação

Festas regadas a vinhos caros, uma das mansões mais luxuosas de Brasília, avião particular, fazendas abarrotadas de gado de primeira linha, de mais de 200 mil reais a cabeça. Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, é um novo rico que gosta de parecer novo rico – daqueles que desfilam em carrões de luxo, ostentam relógios gigantes no pulso e fazem questão de se exibir metidos em camisetas da Louis Vuitton com muita graça e elegância. Seu patrimônio, de mais de 100 milhões de reais, que fica mais robusto a cada ano, foi construído antes mesmo do ingresso na política, em 2018, e tem origem em uma carreira meteórica na advocacia cível e trabalhista. O emedebista foi presidente da OAB no Distrito Federal, onde estreitou laços com o Poder Judiciário – antes, ele já era bastante ligado aos servidores administrativos dos tribunais brasilienses, para os quais advoga há mais de 20 anos.

Na política, após surfar na onda da renovação e ganhar a primeira eleição que disputou na vida, aproximou-se da família do presidente Jair Bolsonaro e galgou mais alguns degraus em sua busca por influência nas cortes de Justiça, ao ganhar a amizade de ministros, especialmente por meio de festas em sua residência, encravada em uma das regiões mais nobres da capital. Se a face pública do governador é extravagante, esta apuração exclusiva de Crusoé revela que, nos bastidores, sua atuação como político é repleta de relações conflituosas em que negócios pessoais, de parceiros e de amigos se misturam a decisões e processos em curso no próprio governo – algo nada incomum no Distrito Federal, onde quase todos os governadores das últimas duas décadas acabaram metidos em escândalos.

Uma dessas histórias, como o leitor verá a seguir, envolve um repasse milionário feito ao escritório de Ibaneis pelo filho de um ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça enrolado na Lava Jato que tem conseguido, com sucesso, destravar interesses de credores junto a órgãos sob o comando do emedebista. Há, também, casos de contratos vultosos firmados com o governo por amigos do governador que, ao mesmo tempo, mantêm com ele negócios igualmente vultosos na área privada.

O empréstimo de 6 milhões

Crusoé obteve, com exclusividade, a cópia de um contrato de empréstimo de 6 milhões de reais firmado entre o escritório de Caio Rocha, filho de Cesar Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, com o escritório de advocacia do governador. Caio e o pai são figuras conhecidas da recente crônica político-policial-jurídica. Cesar Asfor é investigado pela suspeita de ter vendido a decisão que enterrou a Operação Castelo de Areia, aquela que poderia ter antecipado em alguns anos muitas das descobertas da Lava Jato. Juntos, pai e filho também foram denunciados por receber 2,6 milhões de reais supostamente desviados da Fecomércio do Rio em um esquema de exploração de prestígio para obter decisões favoráveis no STJ. A relação com Ibaneis passa ao largo dessas duas histórias, mas também chama atenção.

Caio Rocha repassou os 6 milhões à banca de Ibaneis mediante a garantia de que faria jus a 10% do valor de uma longa lista de precatórios que o escritório do governador tem a receber do próprio governo do Distrito Federal. Acontece que, ao mesmo tempo que aparece emprestando dinheiro à banca do governador, o escritório de Caio Rocha aparece intermediando pagamentos de precatórios pelo governo e defendendo outros interesses de empresários que tentam, junto à administração Ibaneis, receber valores atrasados – algo que depende, invariavelmente, da boa vontade de quem tem a caneta na mão. O filho do ex-ministro do STJ representa, junto ao governo de Brasília, a companhia Sanoli, que até dezembro de 2020 manteve contratos milionários para fornecer alimentos a hospitais públicos e é, hoje, a maior credora do Distrito Federal. Só em precatórios a empresa tem 265 milhões de reais a receber.

É Caio quem negocia esses pagamentos junto ao governo. Na outra frente, a da liberação de valores relativos a contratos firmados com a administração local, Caio Rocha conseguiu fazer com que a Sanoli passasse à frente na fila de credores e conseguisse receber 8 milhões de reais antes da hora. O advogado deixou seu rastro nessa história registrado em papel. Em julho do ano passado, ele protocolou na Secretaria de Saúde um pedido para adiantar os repasses à Sanoli.

No mesmo dia, foi atendido pelo então secretário, Francisco Araújo Filho, por meio de um despacho determinando que ficava imediatamente autorizada a “quebra da ordem de pagamento” para atender o pleito. Francisco Filho, nomeado por Ibaneis, já não está mais no governo e agora anda de tornozeleira eletrônica. Ele foi alvo da Operação Falso Negativo, que descobriu esquemas de fraudes na compra de testes de coronavírus pelo governo. A Crusoé, Caio Rocha afirmou que a transação com o escritório do governador é algo corriqueiro no mercado de crédito e está devidamente declarada à Receita Federal. Ele nega que a operação esteja relacionada aos seus pleitos junto ao governo de Ibaneis Rocha.

Mais amigos

O filho do ex-presidente do STJ não foi o único a obter decisões favoráveis no governo do Distrito Federal. Pelo menos outras duas pessoas próximas ao governador têm obtido êxito em pedidos de liberação de verbas. Um dos casos envolve empresas de ônibus representadas por Carolina Petrarca, com quem Ibaneis tem uma amizade de mais de 15 anos. A relação entre os dois se estreitou nos tempos em que ele dirigia a OAB. No ano passado, Carolina Petrarca chegou a ser nomeada pelo governador como secretária de Educação.

Na ocasião, ele elogiou seus dotes não como advogada, mas como administradora de restaurantes, sob o argumento de que era preciso ser um bom gestor para dirigir bem o sistema educacional de Brasília – exímia cozinheira, ela chegou a preparar pratos em jantares promovidos pelo governador. A aventura de Petrarca na secretaria duraria pouquíssimo tempo.

A nomeação foi revogada no mesmo dia, sem maiores explicações. O maior feito de Carolina no governo se daria com ela fora do governo. Graças a Petrarca, a gestão Ibaneis liberou um auxílio emergencial de 90 milhões de reais no ano passado a empresas de ônibus que atuam no Distrito Federal. A advogada preside uma associação do setor e foi a responsável pelas tratativas que resultaram na liberação da bolada, destinada oficialmente a ajudar as companhias que enfrentavam problemas financeiros em razão da pandemia. Carolina Petrarca diz não ver “conflito de interesses” na sua relação com o governador. Ela afirma que costuma tratar dos assuntos relacionados às empresas de ônibus apenas com a Secretaria de Transporte e Mobilidade, e não com o amigo Ibaneis.

O outro caso envolvendo um amigo do governador envolve o pagamento a uma empresa que obteve, na Justiça, o direito de ser indenizada em razão de atrasos em pagamentos de contratos com o governo local. Em condições normais de temperatura e pressão, a liberação da indenização teria de obedecer a uma longa e demorada fila. Só que, no caso concreto, o pagamento saiu mais cedo graças à atuação de Cleber Lopes de Oliveira, que, além de amigo, é advogado pessoal de Ibaneis. Criminalista, Cleber Lopes quase não aparece em processos cíveis, mas tem representado, fora dos autos, a Empresa Sul Americana de Montagens, a Emsa. A Crusoé, o diretor jurídico da firma, Marcos Labre de Freitas, admitiu ter contratado Cleber Lopes para costurar acordos para receber do governo pagamentos atrasados – ele alega, porém, que não sabia da proximidade do advogado com o governador.

O pagamento milionário era devido pela Caesb, a companhia pública de saneamento do DF. Cleber Lopes conseguiu fazer um acordo para liberar de imediato 1,6 milhão de reais — no total, a negociação chega a 7 milhões. Pela mesma empresa, ele ainda tenta destravar pagamentos devidos pela empresa estatal que controla o Metrô de Brasília. Lopes afirma que atua para a Emsa “há vários anos” e que recebeu, em 2019, uma procuração para atuar pela empresa junto a assuntos do governo. Ele nega ter “facilidades” em razão de sua ligação com Ibaneis. “Meu amigo vira governador, mas eu não posso parar porque meu amigo virou governador.

O rei do gado

Além de amigo e advogado de Ibaneis Rocha, Cleber Lopes é parceiro do escritório de advocacia do governador. Juntas, a banca dele e a de Ibaneis atuam na defesa da notória família Picciani na Operação Lava Jato. Enquanto os advogados do escritório do governador atuam nas ações de improbidade, Cleber tem cuidado dos processos na esfera criminal. O esforço conjunto coincide com uma das mais recentes aventuras de Ibaneis no mundo dos negócios: o governador arrendou, por valores ainda desconhecidos, a fazenda Monte Verde, de propriedade do enrolado ex-deputado fluminense Jorge Picciani, seu correligionário no MDB e patriarca da família.

Na prática, a propriedade, localizada no município mineiro de Uberaba, não pode ser vendida por ser alvo do bloqueio judicial pedido pelo Ministério Público. Os Picciani estão sob suspeita de lavar dinheiro de propinas por meio de suas fazendas e da venda de gado. No início deste mês, Ibaneis promoveu na cidade mineira um leilão que levou o seu nome – Leilão Nelore Ibaneis – e teve transmissão ao vivo em um canal de televisão especializado em agronegócio. O governador, por óbvio, estava presente. O evento rendeu. Por algumas vezes, o martelo foi batido para negócios que ultrapassavam a casa dos três zeros. Entre os compradores, que poderiam dar lances pessoalmente ou à distância, por telefone, havia artistas, ao menos um advogado estrelado, desses que também aparecem em processos da Lava Jato, e uma neta de Jorge Picciani. Ibaneis Rocha dividiu a organização do leilão com outros dois amigos do peito. Um deles é o pecuarista de Manaus Aciole Castelo Branco.

O outro é Marcelo Perboni, empresário que recentemente ganhou a ribalta ao abrir as portas de sua mansão no Lago Sul de Brasília para comemorar a eleição de Arthur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados. O evento foi realizado a pedido da deputada federal Celina Leão, do mesmo Progressistas de Lira, que até o início do ano foi secretária de Esportes no governo de Ibaneis Rocha. As famílias de Perboni e do governador se frequentam. Em 2019, Ibaneis e Perboni foram protagonistas de outro leilão de gado Nelore. O evento foi anunciado tendo o BRB, o banco público de Brasília, controlado pelo governo local, como patrocinador – Ibaneis já era governador. A marca do banco aparecia em destaque no material de divulgação do leilão. O BRB também ganhou agradecimentos especiais do locutor oficial.

Apesar das fartas evidências do patrocínio oficial, em mais uma evidente mistura de interesses, procurado por Crusoé o banco negou ter destinado recursos para o leilão. A explicação foi que a exposição da marca se deu por iniciativa dos próprios organizadores, sem qualquer contrapartida.

O galpão dos milhões

Para além dos leilões de gado, a relação entre Ibaneis e Marcelo Perboni esbarra em contratos públicos do governo do Distrito Federal. No fim de 2019, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde, responsável por administrar a rede hospitalar pública local, assinou um contrato sem licitação para alugar um imóvel de Perboni, dono de um império no ramo de hortifruti.

O contrato no valor de 17 milhões de reais, divididos em parcelas de 288 mil reais mensais de aluguel, é alvo de uma investigação do Ministério Público, que pediu uma inspeção no local e a análise de “economicidade” do negócio para o governo. Atualmente, o espaço é usado para guardar insumos usados no combate à pandemia. Para além do contrato com o governo, Perboni também tem negócios pessoais com Ibaneis Rocha.

No ano passado, ele comprou do próprio governador, por 6,7 milhões de reais, um terreno de 4 mil metros quadrados. A propriedade havia sido adquirida por Ibaneis em 2009 por 4 milhões de reais, mas depois disso foi vendida por 1 milhão, bem no meio da campanha em que ele se elegeu governador. A transação foi registrada em cartório. Segundo a certidão, o pagamento foi feito em “moeda corrente nacional”. Curiosamente, na mesma semana do negócio a campanha eleitoral de Ibaneis registrou na Justiça Eleitoral a entrada de um valor idêntico – 1 milhão de reais – por meio de um aporte feito pelo próprio governador. Outro dado curioso: meses depois de eleito, a venda do terreno foi desfeita. A propriedade só viria a ser negociada de novo pelo governador dois anos mais tarde, com o amigo Perboni, por quase 7 milhões. Indagado sobre essa transação e sobre suas outras ligações com Ibaneis, o empresário não se manifestou.

Adriano Machado/Crusoé
Adriano Machado/Crusoé

Um banco para chamar de seu

O leilão de gado que trazia o BRB como patrocinador é só a ponta da relação conflituosa que mistura o banco público com interesses privados do governador. Time do coração de Ibaneis, o Flamengo ganhou um contrato de patrocínio de 96 milhões de reais com o banco – a camisa do time leva a marca do BRB em sua área mais vistosa desde julho do ano passado. A relação pessoal do emedebista com o clube levou à abertura de uma investigação sobre o contrato.

Recentemente, como informou , o Ministério Público de Contas pediu a suspensão dos pagamentos. Um ex-analista de marketing do Flamengo foi nomeado como assessor da Secretaria de Comunicação do governo, órgão por onde passam os patrocínios do BRB. Clientes do escritório Ibaneis Rocha Advocacia também passaram a ter uma relação especial com o banco. Em fevereiro de 2020, a Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho, conhecida como Anajustra, firmou uma parceria com o BRB para que seus filiados tenham acessos a linhas de crédito especiais.

Hoje, o banco fornece até um “cartão de crédito” exclusivo para os associados. A Anajustra é parte do mais significativo capítulo da construção do império de Ibaneis na advocacia. Quando advogado, o governador atuou em diversas ações para garantir reajustes pleiteados judicialmente por servidores do próprio Judiciário. Os processos renderam dezenas de milhões de reais ao escritório. O laço é tão estreito que a Anajustra funciona em um imóvel de propriedade do próprio Ibaneis. Em 2019, o presidente da associação, Antônio Carlos Parente, aparece como comprador, por 2 milhões de reais, de uma casa que era do governador. Parente minimiza a influência do governador na entidade. Nega, por exemplo, que Ibaneis tenha atuado no contrato com o BRB. O banco, por sua vez, sustenta que nos últimos dois anos firmou “uma série de parcerias com associações, federações e órgãos de classe de diferentes setores com o objetivo de ampliar e diversificar sua base de clientes”.

Divulgação/BRB

Saúde investigada

Desde o início da gestão de Ibaneis Rocha, a área da Saúde do governo tem sido alvo de várias investigações. Uma operação apurou, por exemplo, suspeitas de fraude na construção do hospital de campanha do estádio Mané Garrincha ao preço de 79 milhões de reais. Em outra investigação, foram descobertos mais indícios de desvios em contratações emergenciais em meio à pandemia.

O Instituto de Gestão de Saúde, aquele que aluga por milhões um galpão do amigo do governador, emprega várias pessoas com ligações com Ibaneis. A vice-presidente do instituto trabalhou com o emedebista na OAB. Uma das diretoras é cunhada de um sócio dele no escritório de advocacia. A irmã de outro sócio também ganhou um cargo. Uma amiga de Correntes, no Piauí, onde o governador passou a infância e adolescência, é outra que ocupa um cargo na cúpula do IGES.

Contratos suspeitos do IGES continuam em vigor. Crusoé obteve onze relatórios produzidos pela controladoria do instituto que apontam irregularidades em diferentes gastos. Os documentos apontam desde direcionamento em licitações até uma farra de despesas com cartões corporativos. Um empresário que aparece em outra apuração, em que deputados locais são acusados de cobrar propina, ganhou um contrato para a construção de Unidades de Pronto-Atendimento mesmo não tendo apresentado na concorrência o menor preço. O MP suspeita de direcionamento na contratação.

Reprodução/TV Globo

Um governador generoso

Ibaneis Rocha não costuma deixar para trás quem o ajuda. Personagens que tiveram papel importante na sua campanha, por exemplo, não ficaram desamparados. Como segundo maior doador oficial (o primeiro foi ele próprio, com 5,4 milhões de reais) aparecia o ex-senador do Tocantins Marco Antonio Costa, que repassou ao comitê 500 mil reais.

Uma vez empossado, Ibaneis nomeou o filho de Costa, Marco Antonio Júnior, como presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, dona de um orçamento anual de mais de 110 milhões de reais. A empresa Caravela Filmes, que produziu a campanha, aparece como subcontratada de pelo menos duas das agências encarregadas de fazer a propaganda do governo.

O coordenador de comunicação da campanha, Paulo Pestana, não ganhou cargo oficial, mas é presença constante no Palácio do Buriti, a sede do governo, e costuma ser ouvido nas decisões de Ibaneis relacionadas à área. Pestana, cuja empresa presta serviços para o escritório de advocacia de Ibaneis, foi personagem da barulhenta Operação Caixa de Pandora, aquela que flagrou esquemas de corrupção no governo José Roberto Arruda, em 2009. Ele foi flagrado, em vídeo, recebendo 10 mil reais – no fim, acabou absolvido. Os contratos da área de comunicação do atual governo estão sob a lupa do MP depois que Ibaneis Rocha tentou usar 63 milhões de reais em verbas destinadas ao combate à Covid para bancar campanhas publicitárias. A Justiça suspendeu a medida.

Agência Brasil

Deputados sob controle

Como um bom representante do MDB, Ibaneis hoje tem amplo apoio dos parlamentares da Câmara Legislativa – o equivalente, no Distrito Federal, às Assembleias Legislativas dos estados. A maioria dos 24 deputados distritais fecha com o governo, o que facilita a aprovação de projetos e blinda o governador de incômodos.

Recentemente, um movimento articulado pelo presidente da casa, Rafael Prudente, também do MDB, evitou a abertura de uma CPI proposta para investigar as várias suspeitas na área de saúde. Rafael é filho do ex-deputado Leonardo Prudente, outro protagonista dos escândalos da Caixa de Pandora.

Em duas peças da extensa videoteca reunida pelos investigadores à época, Leonardo aparecia escondendo dinheiro desviado na meia e rezando com outros participantes do esquema, em um episódio que ficou conhecido como “oração da propina”. Àquela altura, ele e outros deputados recebiam polpudos repasses de dinheiro para garantir apoio – e blindagem – ao então governador Arruda. Corta para hoje. Rafael, filho de Leonardo e atual presidente da Câmara, mantém relações com Ibaneis que vão além da simples fidelidade nas votações: ele mora em um tríplex de 850 metros quadrados de propriedade do governador.

Ibaneis pagou pelo imóvel, no ano passado, a bagatela de 10 milhões de reais. O proprietário anterior era Elon Gomes de Almeida, ex-sócio da Qualicorp, empresa de planos de saúde que entrou na mira da Lava Jato por abastecer generosamente esquemas de caixa 2 de políticos graúdos. Além de amigo de longa data de Ibaneis, Elon foi doador da campanha do governador.

Reprodução/TV Globo

Ibaneis Rocha não respondeu a perguntas enviadas por Crusoé. Sobre as transações que envolvem seu escritório de advocacia, ele se limitou a dizer, por meio de assessores, que está “licenciado da profissão desde o início do mandato”.

Fonte: Revista Cruzoé

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