22ª Parada do Orgulho LGBTIQA+ de Brasília, neste domingo (14)

Em um cenário em que sair da heteronormatividade é também uma ação anti-sistêmica, lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, Queer/Questionando, Intersexuais, Assexuais/Arromântiques/Agênero, Pan/Poli, e mais realizarão a 22ª Parada do Orgulho LGBTIQA+ de Brasília, neste domingo (14). A atividade será a partir das 14h, com concentração no Congresso Nacional.

Com um projeto político pavimentado no preconceito, no ódio e na retirada de direitos, o presidente Jair Bolsonaro, que fez toda uma campanha eleitoral ressaltando o ódio aos LGBTIQA+, vem colocando sua estratégia em prática e atacando a comunidade de forma cruel, com propostas que tentam privar seus integrantes da própria dignidade.

A última atrocidade de Bolsonaro contra a comunidade LGBTQIA+ foi nessa quinta-feira (11). Em café da manhã com a bancada evangélica, ele afirmou que no formulário de solicitação de passaporte, nos campos referentes à filiação do requerente, as palavras “genitor 1” e “genitor 2” serão substituídas por “pai” e “mãe”. Os termos “genitor 1” e “genitor 2” foram adotados em 2017, após pleito dos casais homoafetivos, como forma de contemplar esse tipo de formação familiar.

No mesmo encontro, Bolsonaro ainda disse que levará a bandeira da exclusão das menções de gênero para a candidatura à reeleição no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“Para além da luta em defesa da trabalhadora e do trabalhador, cenário em que também está prejudicada da comunidade LGBTQI+, a CUT atua pelo direito da pessoa humana, independente de orientação sexual, gênero, cor, religião. E é por isso que estamos juntos nessa Parada e em todas as outras lutas. Somamos força contra todo ódio destilado por Bolsonaro, contra a retirada de direitos e outros ataques”, explica o dirigente da CUT Brasília, Yuri Soares, que integra o Coletivo LGBT da Central.

Na avaliação do o presidente da Associação Brasília Orgulho Michel Platini, Michel Platini, este ano é emblemático para o movimento. Primeiro, porque são rememorados os 50 anos de ativismo LGBTIQA+ no mundo. E, segundo, porque é o primeiro ano em que Parada acontece sob a administração de um governo fascista,  que ameaça a democracia e os direitos civis e humanos da população LGBTIQA+.

“É um governo que tem uma interlocução com os diversos setores internacionais que são aliados para  tentar retirar nossos direitos que foram conquistados com muita luta. Por isso, estaremos nas ruas lutando e chamando a atenção para a necessidade da manutenção da resistência”, disse.

Fonte: CUT Brasília

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