365 dias sem Marielle são marcados por diversas atividades no DF

Nesta quinta-feira (14), completa um ano que Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados. Um crime brutal que escancarou a impunidade do Estado, com traços consistentes do envolvimento de políticos e de milícias.

Para lembrar a data e exigir justiça, diversas atividades serão realizadas no Distrito Federal, com a participação de partidos políticos de esquerda e movimentos progressistas.

http://www.cutbrasilia.org.br/site/wp-content/uploads/2019/03/marielle.mp4?_=1

Confira a programação:

12h – 365 DIAS SEM MARIELLE

Distribuição de placas Rua Marielle Franco na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic;

17h – LANÇAMENTO DO LIVRO UPP: A REDUÇÃO DA FAVELA A TRÊS LETRAS

Foyer do plenário da CLDF

19h – SESSÃO SOLENE EM MEMÓRIA DE MARIELLE FRANCO

Plenário da CLDF

Marielle, presente!

Vereadora eleita com 46.502 votos, Marielle teve sua trajetória marcada por denunciar violações dos direitos humanos, em especial, contra jovens negros, mulheres e pessoas LGBTI, além de abusos cometidos por policiais em serviço e execuções extrajudiciais.

Sua história representou um futuro possível para o Brasil: mais mulheres na política, mais negros na universidade, mais visibilidade para a população LGBT, mais igualdade de oportunidades e acesso a direitos para todos, mais respeito do Estado ― serviços, polícia, judiciário, políticos ― diante da população.

A execução

Por volta das 19h de 14 de março, Marielle participou de um debate com jovens negras, na Lapa, no Rio de Janeiro. Às 21h, ela deixou o local. No trajeto, um veículo emparelhou com o de Marielle e dele foram disparados 13 tiros. A vereadora foi atingida por quatro balas na cabeça, e o motorista, por três nas costas.

A munição pertencia a um lote vendido para a Polícia Federal de Brasília em 2006. A polícia recuperou nove cápsulas no local do crime. Parte das balas do lote tinha sido utilizada numa chacina em São Paulo, em 2015. O Ministério da Segurança afirmou que a carga foi roubada de uma agência dos Correios na Paraíba.

Para a polícia, os assassinos observaram Marielle antes do crime, porque sabiam a posição dela no carro. Cinco das 11 câmeras de trânsito posicionadas no trajeto da vereadora, naquela noite, estavam desligadas.

Marielle vive

A resposta ao assassinato de Marielle foi imediata e contínua. No dia seguinte ao seu assassinato, as ruas foram tomadas por milhares de manifestantes que exigiam justiça. No rechaço massivo nas redes sociais e nos atos em todo o país, o que se viu foi a representação de uma ferida aberta que arde de forma ainda mais intensa frente ao governo de extrema-direita de Bolsonaro que, conforme investigações, é suspeito de possuir ligações com as milícias possivelmente envolvidas na execução.

Ainda nos atos do 8 de março, todas as manifestações pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres trouxeram o clamor por justiça à Marielle, e essa voz continuará ecoando.

Fonte: CUT Brasília

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