Lula, o plano único para o Brasil

Em artigo publicado no site Brasil247, o comerciário e secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto, afirma que as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros não têm plano B, porque Luiz Inácio Lula da Silva – nosso único plano – pode sim ser candidato e será eleito presidente do Brasil nas eleições de 2018

Por Julimar Roberto*

 

É chegado agosto e Lula permanece aprisionado. Mais que a direita acredite que uma mentira dita 100 vezes se torna verdade, a pergunta ainda não foi respondida: Lula está preso por qual crime?

Acusado sem provas, o maior presidente da história do Brasil segue no cárcere, enquanto que, fora das grades, cresce vertiginosamente a multidão que clama por sua liberdade e que lhe garante o voto. E é nisto que consiste o problema – ou a solução-: no voto.

Após engendrar um golpe político-jurídico-midiático, fundamentado no sensacionalismo de uma imprensa mercenária, a aristocracia brasileira não aceitaria devolver o poder que usurparam. Pelo menos, não sem lutar. Ninguém imaginou que os mandatários e patrões concordariam que a democracia fosse restituída e, muito menos, que o país fosse devolvido a quem lhe é de direito: o povo. Então, só lhes restava deter Lula.

Nos 13 anos de governo progressista, implementado por Luiz Inácio Lula da Silva a partir de 2003, a nação viu a melhora de diversos indicadores sociais. A taxa de analfabetismo caiu e a expectativa de vida aumentou. As desigualdades econômicas e sociais diminuíram e pessoas que, até então, não tinham oportunidades, saíram da invisibilidade e passaram a acessar o ensino superior, os bens de consumo e o lazer. Ampliaram-se as ofertas de emprego. O Brasil ganhou credibilidade e respeito internacionais e, finalmente, passamos a nos sentir uma nação soberana.

A partir do impeachment de Dilma Rousseff, em maio de 2016, Michel Temer assumiu o poder pelas portas dos fundos e impôs mudanças radicais no Estado brasileiro. Em meses, fez o país retroceder séculos de direitos trabalhistas e sociais e não demorou para que o desemprego chegasse a níveis recordes.

A aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos – que impõe o congelamento do orçamento por duas décadas – e as reformas trabalhista e da Previdência fizeram o governo golpista despencar aos menores índices de popularidade já registrados na política brasileira. E toda a falácia sobre combate a corrupção caiu por terra quando o próprio (Temer) foi denunciado em 2017 e se tornou o primeiro presidente a responder por crime durante o mandato.

Frente a tal cenário, qual seria o impedimento para Lula retomar a presidência da República Federativa do Brasil? Nenhum impedimento e as pesquisas sempre reforçam isso. Então, a última cartada do golpe seria conter o petista. Mas, como? Deram um jeito.

Graças a um circo armado pelo Judiciário brasileiro em conluio com a mídia golpista, prenderam Lula sem provas e ele virou herói. Ou, como o próprio (Lula) disse em seu discurso histórico, em São Bernardo do Campo, virou “ideia”. Uma ideia que se impregnou nas mentes e corações de milhões de brasileiros. E agora, direita?

O que fazer quando, mesmo preso, Lula cresce nas pesquisas e aparece eleito já em primeiro turno? Como se para uma ideia? A resposta é simples: não para.

É por isso que não temos plano B. Porque Luiz Inácio Lula da Silva – nosso único plano – pode sim ser candidato e será eleito presidente do Brasil nas eleições de outubro de 2018. Isto é fato e nem mesmo os golpistas duvidam.

*Julimar Roberto é comerciário e secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília

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