Gleisi: Um ano sem CLT; menos direitos, menos empregos

O que os golpistas e as organizações patronais chamaram de “modernização trabalhista” foi, na verdade, um recuo civilizatório, que atingiu também a livre organização dos trabalhadores

Na próxima semana vamos registrar um ano da votação no Senado que praticamente revogou uma série de direitos dos trabalhadores conquistados na CLT, de 1943, e consagrados pela Constituição de 1988. Foi a chamada “reforma trabalhista”, por meio da qual o governo do golpe realizou o que os patrões vinham tentando fazer há décadas e que tantos prejuízos causou ao nosso povo.

Foi certamente o maior dos retrocessos já infligidos à classe trabalhadora brasileira, que perdeu direitos como o salário mínimo, a jornada de 8 horas, a garantia de férias, décimo-terceiro salário e previdência social e até o direito de pleitear seus direitos na Justiça do Trabalho.

O que os golpistas e as organizações patronais chamaram de “modernização trabalhista” foi, na verdade, um recuo civilizatório, que atingiu também a livre organização dos trabalhadores. Os sindicatos perderam poder de representação e capacidade de financiamento.

E tudo isso foi aprovado sob a promessa de que o país se tornaria mais competitivo e iria gerar milhões de empregos. “Nenhum direito a menos e muitos empregos a mais”, disse o golpista Michel Temer em 11 de julho de 2017, data em que o Senado aprovou a revogação da CLT.

Um ano depois, o que se vê são muitos direitos a menos e nenhum emprego a mais. Ao contrário, pesquisa divulgada pelo IBGE semana passada mostra que o desemprego atingiu 12,7% em maio. São 13,2 milhões de desempregados e cerca de 500 mil pessoas que desistiram de procurar emprego porque sabem que não vão encontrar.

Num país com a economia estagnada, frustrado por uma recuperação que só existiu nas mentiras do governo e nos delírios da imprensa que o sustenta, as pessoas voltaram a viver de bicos e biscates, na informalidade, sem proteção legal ou previdenciária, quando não voltaram a viver na rua. Só os patrões se beneficiam do fim dos direitos trabalhistas.

Esta é uma das principais razões que nos levam a defender a candidatura do presidente Lula, como quer a maioria do povo brasileiro. Lula e Dilma criaram mais de 20 milhões de empregos em 12 anos. Empregos formais, com carteira assinada, garantindo os direitos do trabalhador e o financiamento da Previdência.

No Brasil de Lula cabiam todos os brasileiros e ele não deixou ninguém ficar pelo caminho, combinando geração de empregos com políticas de transferência de renda que ajudaram os mais pobres. E foi assim, incluindo ao invés de excluir, que o Brasil cresceu como nunca.

É este país que o nosso povo quer de volta, e está dizendo isso bem alto nas pesquisas, nas manifestações pela liberdade de Lula e pelo seu direito de ser candidato. Porque o povo sabe que, voltando ao governo, Lula vai revogar tudo que foi feito contra o país e contra os brasileiros. E o Brasil vai ser feliz de novo.

Fonte: PT no Senado
Foto: Alessandro Dantas

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