Iolanda: Cidades e Rodovias – Quando a vida não é sustentável

A ONU Organização das Nações Unidas incluiu nos 17 objetivos para o Desenvolvimento Sustentável ODS, no objetivo 3, “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos e todas, em todas as idades”, o item 3.6 que trata da redução das mortes e sequelas causadas por acidentes de transito: 3.6 –  “Até 2020, Reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas”.

Atualmente, ocorrem no mundo em torno de 1.300.000 mortes por ano, no Brasil em média de 47.000 mortes, enquanto que 400.000 pessoas ficam com sequelas em decorrência de acidentes de trânsito. Segundo os especialistas, esses números tão alarmantes são devido à falta de uma campanha de educação de trânsito, falta de sinalização adequada e uma fiscalização que não necessariamente quer dizer a cobrança abusiva de multas. “É necessária responsabilidade do governante de qualquer esfera para melhorar a vida das pessoas e as proteger dos riscos”. Afirma David Duarte Lima, Professor da UNB e presidente do Instituto de Segurança no Trânsito em entrevista recente à Folha de SP.

A imprensa e os órgãos públicos tratam esse tema apenas como números e estes não são utilizados para viabilizar uma mudança de estrutura e de conscientização para que a vida das pessoas seja respeitada, de forma que torne-se claro que acidentes de trânsito não são fatalidades, mas falta de responsabilidade das autoridades competentes que não dão a devida importância a um assunto tão relevante.

O investimento em Educação de trânsito é fundamental, a exemplo de Bogotá na Colômbia, que envolveu a população na conscientização e cobrança da legislação. A Colômbia reduziu em torno de 47% as mortes na cidade e nas estradas.

Na cidade de São Paulo entre os anos de 2013 e 2016, na gestão de Fernando Haddad (PT), houve uma redução de 40% nos acidentes com mortes, graças às medidas adotadas por essa gestão que apresentou o compromisso de cumprir as metas internacionais da ONU, como reduzir pela metade o número de acidentes com mortes até 2020. As medidas adotadas foram principalmente através de campanhas de educação, conscientização, redução de velocidade e fiscalização.

De acordo com a OMS, os países com maior sucesso na redução de mortes nas estradas desenvolveram a aplicação de leis e melhoraram a segurança das estradas.

Nesses últimos dias, os acidentes no trânsito do Distrito Federal foram pautas em vários jornais da capital, principalmente porque a comunidade está cobrando providências das autoridades. Somente no ano de 2017, os acidentes no Distrito Federal causaram 254 mortes e inúmeras pessoas ficaram com sequelas.  A comunidade vem denunciando a algum tempo, que os riscos são constantes em vários trechos das estradas do DF, em especial na DF 001, trecho que sai do Recanto das Emas e entra na BR 060, uma rodovia bastante movimentada que liga Goiânia a Brasília.

Espera-se que sejam tomadas as devidas providências e que tenhamos no Distrito Federal, no Brasil e no mundo um trânsito mais humanizado e uma vida sustentável.

Iolanda Rocha – Coordenadora do Setorial de Meio ambiente e Desenvolvimento do PT DF

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