Levante das Cores na UnB reúne estudantes, professores, artistas e parlamentares em apoio à reeleição de Dilma

Estudantes, professores e servidores da Universidade de Brasília apresentam manifesto em defesa da reeleição da presidenta Dilma Rousseff neste domingo (26)

Centenas de estudantes, professores, artistas, trabalhadores e representantes da sociedade civil organizada participaram na noite desta terça-feira (21), no ICC Norte, campus Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília (UnB), do ato Levante das Cores com Dilma, que discutiu o apoio estudantil e acadêmico à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Durante o encontro, que contou com a presença dos deputados federais Erika Kokay (PT/DF) e Jean Wyllis (PSOL/RJ), os participantes apresentaram um manifesto em apoio à candidatura petista e reforçaram a necessidade de realizar uma grande mobilização popular em defesa do projeto político do PT para o país.

“Nós, professores, estudantes e servidores da Universidade de Brasília, viemos, por meio deste manifesto, divulgar o nosso apoio à reeleição da candidata Dilma Rousseff para a Presidência da República”, discursou a estudante de Ciências Políticas Luiza Calvette, secretária de Comunicação da União da Juventude Socialista do DF.

De acordo com o texto do manifesto lido aos presentes, “chega ao segundo turno dois projetos distintos de país”.

“O que está em disputa não é a preferência por nomes, qualidades ou opiniões pessoais, mas sim projetos de desenvolvimento para o Brasil. De um lado, encontra-se a candidatura de Aécio Neves, do PSDB, que em seu governo anterior despencou em 25% o orçamento das instituições federais de ensino superior e bloqueou a aprovação de 7% do PIB (Produto Interno Bruto brasileiro) para a educação, fazendo com que houvesse escassez de recursos para projetos de pesquisa como também para custeio e investimento”, discorre o documento, citando os baixos salários dos docentes e educadores nesse período e o baixo índice de construção de universidades e centros públicos de ensino.

Ainda conforme a nota de apoio à presidenta Dilma, o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) “sequer construiu uma universidade pública”.

“A valorização da educação superior e das universidades federais só se tornou permanente nos governos Lula e Dilma. A partir destes, as mesmas tiveram reconhecidas sua importância estratégica para o desenvolvimento social, cultural e econômico do país. As políticas públicas do atual governo, com firmeza e decisão, trataram o ensino superior e técnico como prioridade. Os avanços são inegáveis”, destaca o texto, citando a criação de 18 universidades federais, de 214 escolas técnicas no país, valorização profissional de professores e técnicos administrativos, ampliação de vagas nos cursos de graduação, de pós-graduação e de ensino técnico, ampliação dos programas ProUni, Fieis, Reuni, Ciência sem Fronteiras e de educação à distância, além da extensão de novos campi´s federais já consolidados”, avalia o texto, destacando também a importância da política de cotas para a universalização do ensino no Brasil.

Erika Kokay destaca a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Lei Maria da Penha, da Secretaria de Igualdade Racial e da Comissão da Verdade como avanços dos governos Lula e Dilma

A deputada federal Erika Kokay (PT/DF) compareceu ao evento e disse aos estudantes que o atual momento político pelo qual o país passa constitui uma oportunidade única para realizar as grandes transformações que o Brasil e o povo brasileiro tanto esperam.

“Nós vamos agarrar esta oportunidade histórica para dizer que este país não irá retroceder! O Estado nunca foi mínimo, no governo FHC, para a elite neste país. O Estado foi mínimo para a população. A mão que afagava a cabeça da elite no Brasil era a mesma que apedrejava o nosso próprio povo”, disse a parlamentar.

Segundo ela, quando o presidente Luís Inácio Lula da Silva foi eleito, em 2002, “nós elegemos a possibilidade de desnaturalizar a fome e a miséria”.

“E nós temos a oportunidade de continuar mudando este Brasil”, afirmou a deputada, elogiando a criação de mecanismos de inclusão e defesa social durante os governos Lula e Dilma.

“Lula, ao criar a Secretaria de Políticas para as Mulheres, conseguiu construir um dos mais profundos instrumentos de combate à violência doméstica, que é a Lei Maria da Penha. Lula, quando criou a Secretaria de Políticas para a Igualdade Racial, deu visibilidade aos tetos e às paredes de vidro. Foi Dilma Rousseff que encaminhou para a Câmara Federal a Comissão da Verdade, para que nós pudéssemos nos apropriar da nossa própria história e da nossa própria humanidade. Foi também Dilma Rousseff que encaminhou para a Câmara os mecanismos de combate à tortura. Por isso, antes de pensarmos em leis para poder esconder a incompetência de governos, como o governo de São Paulo, como é o caso da lei de redução da maioridade penal, é preciso que nós asseguremos a centralidade da agenda de direitos”, argumentou a deputada petista, defendendo também a democratização dos meios de comunicação e a reforma política no país.

“Eu tenho lado! E o meu lado é à esquerda”, afirma o deputado Jean Wyllis (PSOL/RJ), em apoio a Dilma Rousseff

O deputado federal Jean Wyllis (PSOL/DF) também esteve presente no encontro e afirmou que dará um voto crítico de apoio à presidenta Dilma Rousseff.

“A emoção de ver esta universidade lotada, tomada de gente, é tão grande quanto ver ontem (20) a praça em Itaquera, em São Paulo, lotada da juventude da periferia para nos ouvir, para discutir os temas da cultura”, disse o deputado, que escreveu três cartas de apoio à candidatura da presidenta Dilma Rousseff durante a sua gestão na Câmara Federal.

“Eu decidi, depois da posição do meu partido – que vetou o apoio a Aécio, determinou o voto nulo ou branco para quem quisesse e o voto crítico na Dilma –, que a partir do momento em que o muro se ergue, eu não posso ficar em cima dele. Eu tenho lado, e o meu lado é à esquerda. Então, eu estou declarando mais do que um voto crítico. Eu dei um passo adiante e estou declarando o meu apoio crítico à reeleição da presidenta Dilma Rousseff”, disse o parlamentar.

Rapper Gog defende avanços sociais e acesso à educação nos governos Lula e Dilma

“Eu tenho viajado o Brasil. Nessas últimas duas semanas eu cancelei todos os encontros culturais para priorizar a cultura do encontro, que é uma coisa que transforma, que alinha e que se coloca não só como corpo mas como verbo na caminhada. E é isso que cada um de vocês tem que perceber dentro de si”, afirmou.

Para o rapper, a candidatura adversária ilude o povo brasileiro ao falar em mudança. “Eles, que depois de 125 anos de República, que se completa agora no dia 15 de novembro, governaram juntamente com o poder, lado a lado. Eles governaram por quase um século, e agora vêm falar de mudança?”, indagou o rapper, concluindo: “Como eles vêm falar de alternância se nós, a maioria, nunca tivemos o poder nas mãos? Nós temos que perceber a importância de sermos protagonistas e não somente os que assistiram. Nós nunca tínhamos tido voz antes neste país!”

Por fim, Gog afirmou à militância que não acredita nas pesquisas de intenção de votos divulgadas pela grande imprensa. “Nós sempre estivemos na frente! E só agora eles querem nos dizer isso. Eu só quero dizer uma coisa para eles: `Mamãe não vai voltar a lavar a roupa suja deles! Mamãe quer universidade também”, concluiu o artista, arrancando aplausos dos participantes.

Cleber Augusto, assessoria de comunicação do PT-DF.

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